Crise?

(Foto: Reprodução Internet)

Alguns setores produtivos no Brasil enfrentam a famigerada crise. No meu ponto de vista e, acredito, no ponto de vista da maioria dos brasileiros, até hoje está difícil entender essa crise, tamanho o bombardeio do assunto promovido pela grande mídia nacional. Dia e noite anunciando até que de tanto falar a gente acaba vendo um abismo que não existe. Vejamos: nossos congressistas não trabalham (votam) há mais de seis meses, a não ser articulando golpes, que não são somente contra o governo Dilma, mas contra todos os trabalhadores. Não se propõe nada a não ser reformas previdenciária e trabalhista. Reforma fiscal, tributária, política, jurídica… dessas ninguém fala nada. Será que o problema do Brasil é o trabalhador? O PMDB foi governo até quando a teta secou, depois apoiou o golpe dizendo que nunca foi governo. Daqui a pouco, os brasileiros vão entender que não precisamos de tantos deputados e senadores, pois mesmo eles não desempenhando suas funções, o Brasil resiste a tudo. O Banco Central tem feito intervenções cambiais para que o dólar não caia a um digito; tivemos a Agrishow aqui em Ribeirão Preto mês passado em que os negócios deste ano, venda de máquinas agrícolas e equipamentos, superou em muito o ano passado. Vimos os preços do etanol e da gasolina baixarem nas bombas, os bares e lanchonetes cheios. E o Shopping? Não tem jeito de andar. O que provocou esta paralisação nos investimentos em alguns setores foi o medo do mercado em relação a nossa classe política. Bom lembrar que quase todos estão enlameados até o pescoço com esquemas criminosos de corrupção, não escapando nem mesmo a merenda escolar. Até o Presidente Interino será questionado em breve no Supremo sobre as famosas pedaladas para liberar dinheiro a empresários falidos sem autorização do Congresso. Será que pra ele também vai valer a mesma lei que foi pra Dilma? No dia em que eles resolverem deixar o Brasil trabalhar, nunca mais haverá crise.

Colunista 1 - Clodoaldo do Carmo Campos

 

 

Clodoaldo do Carmo Campos

Presidente do SEAAC de Ribeirão Preto