E quem paga o pato?

(Foto: Reprodução Internet)

Nos meses das festas juninas e julinas, o que mais ouvimos não são os fogos e a música, mas o barulho do reaquecimento da economia. O jornal inglês Financial Times apontou em um recente editorial que a economia brasileira está começando a mostrar sinais de recuperação e, ironicamente, isso não é fruto da mudança de governo, mas das ações iniciadas pelo Governo Dilma. Com o fim da crise hídrica, a energia elétrica saiu da “bandeira vermelha”, gerando redução da conta que chega ao consumidor. A inflação está em declínio e deve fechar 2016 abaixo de 8%, lembrando que em 2015 fechou acima de 10%. A balança comercial teve recorde em maio, apontando superávit de 6,4 bilhões de dólares, acumulando saldo positivo de 19,7 bilhões no ano. Agora, a situação se inverte com as incertezas sobre a estabilidade de um Governo Temer a longo prazo, considerando que ele e outros membros importantes de seu partido estão sendo fortemente ligados aos escândalos de corrupção, deixando os investidores ainda mais cautelosos com o Brasil. A crise política não para de puxar o país para baixo e, mesmo assim, o povo trabalhador é quem continua pagando o pato.

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Lázaro Eugênio

Presidente do SEAAC