De que lado estamos?

(Foto: Reprodução Internet)

Estamos vivendo, já há algum tempo, um momento político-social que exige que tomemos um lado. Isso não é novo, pois ao longo de nossa vida, constantemente somos chamados a tomar este tipo de decisão, desde os tempos de escola, decidindo em que time jogar ou do lado de qual amigo ficar durante uma disputa. No namoro, no trabalho, no casamento, sempre precisamos nos posicionar. Na situação política atual, nosso posicionamento é extremamente importante e está relacionado a princípios, ideologia e humanidade, e precisa ser tomado com base na razão e na lógica. A questão pode parecer complexa, mas é simples.

Temos, de um lado, um projeto de inclusão e justiça social, com o estado protegendo os menos favorecidos, gerando possibilidades de crescimento a todos os cidadãos e todos os setores, com desenvolvimento, quebrando barreiras e derrubando preconceitos, transformando o país em uma potência mundial e, ao mesmo tempo, preocupado com seu povo, sua cultura. Um projeto que tirou milhões da pobreza, proporcionou a casa própria, deu a possibilidade de cursar uma faculdade a quem só sonhava com isso.

De outro lado, o projeto de um estado mínimo, que defende apenas os interesses de poucos, entregando as riquezas do país como se esta fosse a solução para problemas que nem mesmo existem. Um governo com preocupações simplesmente técnicas, onde cortes orçamentários são só números, não se importando com a vida das pessoas que serão afetadas com a falta de educação, saúde e assistência social; pautado por desmandos e conchavos alarmantes a olhos vistos e que pretende fazer a conta de uma crise mundial ser paga pela população, privando-a de seus direitos básicos, retirando direitos dos trabalhadores e dos aposentados.

É incrível, mas vemos pessoas sendo favoráveis a projetos e mudanças que lhes acarretarão em perdas imediatas e total insegurança futura. Pessoas estas, influenciadas por uma mídia parcial, interessada e interesseira, por espertalhões que viram a possibilidade de assumir o poder, com um oba-oba de fazer inveja a qualquer festa carnavalesca.
A situação é séria, precisamos nos posicionar e defender esta posição a todo custo. Não podemos simplesmente assistir ao fim de direitos conquistados e ver um futuro sombrio ser construído por um governo ilegítimo.

E então, de que lado você está?

luciano

Luciano Mambre Sanches
Diretor Tesoureiro do SEAAC de Presidente Prudente e Região